Jovem que venceu o câncer 4 vezes estreia no futebol americano universitário

Casey O'Brien atuou como placeholder, com a função de manter a bola no lugar antes de uma tentativa de field goal

O placar era confortável e o jogo já estava praticamente decidido. Ainda assim, o field goal extra convertido com a ajuda de Casey O'Brien foi muito comemorado pelo jovem de 20 anos e seus colegas do Minnesota Gophers, time de futebol americano universitário. A razão é que O'Brien estreava no time após vencer o câncer quatro vezes.

O'Brien foi diagnosticado com osteosarcoma, um tumor ósseo maligno, aos 14 anos, quando entrou no ensino médio. Desde então, apesar de passar por 14 cirurgias e incontáveis sessões de quimioterapia, e de ter que lidar com as reaparições das células cancerígenas, ele conseguiu chegar à faculdade e jogar no time de futebol americano.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

“He’s an unbelievable person. ... When you think courage, you think Casey O’Brien.”

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Livre do câncer há um ano, O'Brien fez seu primeiro jogo pelo Minnesota Gophers neste sábado, 19. Faltando 11min e 25s para terminar o último quarto, ele segurou a bola para converter o field goal, anotando 28-0 para o Minnesotta contra Rutgers e emocionando os companheiros. Ele ainda ajudou em outro field goal antes do final do jogo, que teve o placar final de 42 a 7.

"O time inteiro o 'atacou' no campo após o jogo. Ele achou uma maneira de fazer o sonho dele acontecer, de seguir trabalhando e trabalhando e trabalhando até que fez. Ele é o maior motivador que temos neste time", declarou o técnico do time, P. J. Fleck, ao site Yahoo Sports.

O próprio O'Brien deixou claro o quanto o futebol americano é importante para ele em uma entrevista ao portal The Athletic em julho. "Quando fui diagnosticado com câncer, me disseram que eu não voltaria a jogar. E eu sabia que precisava de futebol na minha vida, que era algo que esteve lá durante toda a minha vida, então eu não iria simplesmente desistir. Eu tive idas e vindas com os médicos, tipo, 'tem que ter um jeito de eu voltar a jogar'", começou.

"Eu os convenci a me deixarem mudar de posição, de quarterback para placeholder. Isso foi após nove meses de quimioterapia, uma cirurgia no joelho de oito horas e meia, eles me disseram que eu não aguentaria um golpe. Eu estava pensando: 'ok, posso ser ou um punter ou um placeholder. Eu seria ruim como punter, então tudo se resumiu a uma única posição", finalizou.

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