Prefeito em cidade nos EUA proíbe produtos da Nike e moradores protestam

Decisão veio após a marca criar uma campanha publicitária em solidariedade ao esportista Colin Kaepernick

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Após criar a campanha publicitária "Just Do It", que pode ser traduzido como "apenas faça", em solidariedade ao esportista Colin Kaepernick, a Nike continua sendo alvo de protestos. Desta vez, Ben Zahn, prefeito de Kenner, cidade localizada no Estado americano da Louisiana, foi quem entrou na polêmica ao proibir a compra de produtos da marca por parte de entidades públicas. 

Segundo o jornal The Washington Post, Zahn proibiu a compra de produtos da Nike para uso em instalações recreativas públicas. Após o anúncio, dezenas de manifestantes, incluindo os jogadores de futebol americano Cam Jordan e Terron Armstead, do New Orleans Saints, se reuniram para protestar.

Os manifestantes marcaram um encontro nesta segunda-feira, no Susan Park Playground, na cidade de Kenner. No local, Jordan comentou sobre o apoio no momento de expressar seu desacordo com a decisão de Zahn. "É promissor ver todos aqui. É promissor ver todos tendo isso na mente, para continuar pressionando pelo avanço dessa comunidade", afirmou.

Em memorando privado que vazou nas redes sociais, o prefeito escreveu: "Efetivamente, todas as compras feitas para qualquer instalação de Kenner para vestuário, calçados, equipamento esportivo ou qualquer produto esportivo devem ser aprovadas pelo diretor de parques e recreação, ou seu representante. Sob nenhuma circunstância, qualquer produto da Nike ou qualquer produto com o logotipo da Nike será adquirido para uso ou entrega em qualquer instalação de recreação da cidade de Kenner".

Desde o anúncio da campanha, as reações foram diversas. Enquanto teve quem protestou queimando tênis e cortando símbolos da Nike, outros internautas manifestaram seu apoio parabenizando a campanha e comprando novos itens da marca. 

Colin Kaepernick, ex-jogador dos San Francisco 49ers, não foi contratado por nenhuma outra equipe desde a temporada 2016-17, quando protagonizou uma campanha em que ajoelhava durante o hino dos Estados Unidos em protesto contra a violência policial contra cidadãos negros.

 

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