Sede do golfe de 2020 não permite entrada de mulheres; COI quer mudança

Comitê Olímpico cogita trocar local de competições, pois clube em Tóquio veta presença feminina nos campos

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O Comitê Olímpico Internacional (COI) denunciou machismo por parte do Kasumigaseki Country Club, em Tóquio, local previsto para sediar as competições de golfe nos Jogos de 2020. Motivo: a entrada e a permanência de mulheres nos campos de competição do clube, que é privado, é proibida.

Desde janeiro, o comitê vem tentando uma solução junto da entidade - e em nota recém-divulgada, o COI informou, inclusive, que pode mudar o local das provas. "Nossos princípios se baseiam na não discriminação, que é a posição que sempre mostramos muito claramente", disse o vice-presidente do COI, Joahn Coates. Ele esteve em Tóquio para analisar alguns dos locais das competições e exige que o clube modifique suas regras até meados do ano. "Se não houver mulheres, não haverá torneio".

Em vários clubes de golfe ao redor do mundo, a presença de mulheres, inclusive entre os competidores, é vetada, de acordo com uma antiga tradição desse esporte. Quando o tema em Tóquio veio à tona, o governador local, Yuriko Koike, exigiu que a política fosse revista. No entanto, mudar a regra depende da votação dos sócios, e eles nem sempre estão dispostos a alterar o que consideram correto.

O golfe é a única modalidade olímpica em que locais de competições e circuitos são separados para homens e mulheres.

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