Viúva e NFL entram em embate judicial após suicídio de ex-atleta dos Patriots

Processo considera grau avançado de lesão cerebral de Aaron Hernandez, encontrado morto em prisão

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O ex-jogador do New England Patriots na NFL, Aaron Hernandez foi encontrado morto na prisão em abril deste ano. E agora uma autópsia apontou grau avançado de lesão cerebral (CTE - Encefalopatia traumática crônica, em tradução literal) em americano que se suicidou na prisão, enquanto cumpria pena por assassinato.

Os advogados da família do atleta estão movendo um processo contra a franquia e a NFL baseado na constatação do avançado estágio de doença degenerativa no cérebro do ex-jogador, em diagnóstico feito por pesquisadores da Universidade de Boston. A ação foi movida pela viúva do jogador, Shayanna Jenkins-Hernandez, em nome da filha do casal, Avielle Hernandez.

Os sinais da doença só podem ser verificados após a morte, o que motivou a pesquisa da universidade com 202 cérebros de jogadores de todos os níveis. A Dra. Ann McKee, diretora do CTE Center na Universidade de Boston, concluiu que o ex-tight end do New England Patriots estava no estágio 3 de 4 da doença, e também tinha atrofia cerebral inicial e grandes perfurações em uma membrana central 

A liga prometeu se defender ‘vigorosamente’ do processo judicial. Recentemente, porém, a NFL aceitou pagar 1 bilhão de dólares para ex-jogadores que disseram não saber exatamente dos riscos que corriam no esporte.

"Estamos revisando o processo agora e acreditamos que qualquer tentativa de transformar Hernandez em vítima nesse caso seria má condução da ação. As verdadeiras vítimas são os amigos e parentes do homem que foi assassinado e aqueles que Aaron deixou para trás, particularmente a filha", condenou Lockhart, chefe de relações públicas da liga, em entrevista coletiva. 

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