Americano que disse odiar o Brasil vence luta e ainda provoca: 'vocês são uns m...'

Após vencer Demian Maia, Colby Covington voltou a provocar a torcida e deixou o octógono sob uma chuva de garrafas e copos

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Desta vez não deu para Demian Maia defender a honra do Brasil diante de um estrangeiro que provocou a torcida. Colby Covington - o lutador que disse odiar o Brasil, chamando o País de 'buraco' - conseguiu frustrar os planos do faixa-preta de jiu-jitsu e conquistou a maior vitória de sua carreira, dominando o brasileiro e conseguindo uma decisão unânime, provocando a torcida antes, durante e depois do combate. Após a luta, "Chaos" deixou o octógono sob uma chuva de garrafas e copos.

"Brasil, vocês são uns animais sujos! Não vai ter nenhuma tradução hoje. Vocês são uns m...", disparou.

A derrota de Demian interrompeu uma sequência altamente positiva dos lutadores brasileiros no card principal. Os quatro atletas que entraram em ação antes do meio-médio conquistaram vitórias: John Lineker venceu Marlon Vera, Thiago Marreta nocauteou Jack Hermansson, Francisco Massaranduba passou por Jim Miller, enquanto Pedro Munhoz finalizou Rob Font.

 

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A LUTA

O primeiro round começou pegando fogo, com ambos trocando golpes na curta distância. Demian conectava mais socos no lado do rosto de Covington, enquanto o norte-americano investia nos chutes baixos. Ambos acertaram bons golpes e um deles abriu o supercílio de "Chaos", que chegou a rir quando viu o sangue escorrer pelo lado de sua face. Demian tentou a queda duas vezes, mas Covington mostrou todo seu pedigree no wrestling ao evitar as entradas do brasileiro.

Demian sofreu com os chutes nas pernas e pareceu entrar no segundo round sem gás. Foi quando a juventude de Colby passou a pesar - o norte-americano, apesar do supercílio cortado, não mostrava sinais de cansaço. Assim, o brasileiro passou a se desesperar nas entradas de queda, facilitando o trabalho de Covington, que castigava Maia com chutes na perna e duros jabs e diretos.

No terceiro round, Covington entrou ainda mais agressivo, enquanto Demian teve problemas até para sentar no banco do córner no intervalo. A diferença no preparo físico ficou ainda mais notável, com o norte-americano dominando as ações novamente, e deixando Demian cada vez mais desesperado. No fim da luta, Covington finalmente aceitou ficar na meia-guarda de Demian, mas o brasileiro já não oferecia perigo. O norte-americano soltou golpes duros e deixou o rosto de Maia cheio de sangue.

 

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CARD PRINCIPAL

 <strong>J. Lineker (esq) venceu M. Vera (dir) Foto: Reprodução Instagram ufc_brasil)</strong>

Na abertura do card principal, John Lineker retornou ao octógono com vitória, superando Marlon Vera na decisão unânime. Sem lutar desde dezembro do ano passado, John Lineker começou devagar contra Marlon Vera. Paciente, o brasileiro esperou o adversário tomar a iniciativa antes de entrar na luta de vez, usando suas combinações de socos no corpo e na cabeça, além de chutes baixos poderosos. Em mais de um momento, Vera ficou encurralado e pareceu ter sentido os golpes, mas seguiu dando trabalho.

No segundo round, os dois fizeram um jogo mais paciente, com Lineker investindo em tentativas de queda, e Vera buscando utilizar o clinche de muay thai. Porém, os repetidos golpes no estômago do equatoriano fizeram a diferença e “Chito” passou a perder gás e ficou mais cansado que o brasileiro. O terceiro assalto viu outro passeio de Lineker, desta vez caçando Vera dentro do octógono, mas sem conseguir puxar o gatilho. De qualquer forma, excelente vitória para o brasileiro, que se recupera do revés sofrido para o ex-campeão TJ Dillashaw.

Depois foi a vez de Thiago Marreta entrar em ação. Diante de Jack Hermansson, o brasileiro chegou ao terceiro nocaute seguido e ao sétimo no peso médio. Ele é o segundo no quesito na divisão, empatado com o campeão Michael Bisping e o veterano Chris Leben, e atrás de Anderson Silva, que tem oito. Agressivo desde o começo, Marreta soube trazer o adversário para o seu jogo e liquidou a fatura literalmente no último segundo do primeiro round, quando lançou sequência impressionante de socos, que derrubaram Hermansson.

Na terceira luta do card principal, Francisco Massaranduba conquistou a maior vitória de sua carreira ao superar Him Miller na decisão unânime, de virada. No primeiro assalto, Miller entrou mais agressivo e, mesmo tendo sido quedado, conseguiu derrubar o brasileiro posteriormente, passando boa parte dos primeiros cinco minutos por cima.

 

 

No intervalo, Massaranduba soube seguir os conselhos do córner e aumentou o volume de golpes e começou a atordoar Miller. Aos poucos, o brasileiro cresceu na luta e caiu por cima, soltando cotoveladas que quase nocautearam o norte-americano. No terceiro round, o brazuca seguiu com o mesmo plano de jogo, fechando seu retorno às vitórias após perder para Kevin Lee.

O show brasileiro continuou com Pedro Munhoz, que superou um início ruim diante de Rob Font para finalizá-lo ainda no primeiro round, com seu golpe favorito, a guilhotina. Após sofrer com o boxe alinhado do norte-americano nos primeiros minutos, inclusive com um jab que acertou seu nariz em cheio, Munhoz se manteve na luta e começou a conectar golpes. Um soco entrou em cheio no rosto de Font, que cambaleou e buscou a queda. Pedro não perdoou e encaixou a guilhotina, obrigando o adversário a bater imediatamente.

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