Aos 40 anos, Werdum descarta aposentadoria: ‘Vou ser campeão de novo’

Brasileiro garantiu que foco está em reconquistar o cinturão dos pesados do UFC

 Werdum está focado no cinturão dos pesados (Foto: Reprodução/Facebook UFC)

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Em meio à polêmica confusão com o norte-americano Colby Covington, Fabrício Werdum se prepara para mais um desafio em sua trajetória no Ultimate. Neste sábado, 18, na luta principal do UFC Austrália contra Marcin Tybura, o ex-campeão dos pesados vai em busca da segunda vitória consecutiva para se aproximar ainda mais do seu real objetivo: reconquistar o cinturão da divisão mais pesada do mundo.

Em entrevista ao site 'Super Lutas', o gaúcho, atual número 2 no ranking da categoria, garante que não vê ninguém à sua frente em uma disputa pela chance de enfrentar o campeão Stipe Miocic, nem mesmo Alistair Overeem, que o derrotou em julho deste ano, ou Francis Ngannou, embalada com cinco triunfos seguidos.

“Eu acho que estou mostrando mais serviço, estou lutando várias vezes. Depois dessa luta eu já mereço (lutar pelo cinturão). Quero minha nova oportunidade, tenho certeza que tenho capacidade de ser novamente campeão. Já fui duas vezes: contra o Mark Hunt e contra o Cain Velasquez, independente de ser interino ou não, isso não interessa. Eu sei que tenho capacidade de ser o campeão de novo. E eu vou ser”, declarou o lutador.

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Vindo de uma rápida finalização diante de Walt Harris no UFC 216, em outubro passado, quando precisou de apenas um minuto para encaixar a chave de braço, Werdum vai enfrentar pela segunda vez um atleta pouco conhecido do grande público. Contudo, o fato do polonês Tybura voar fora do radar não faz com que o brasileiro entre menos preparado para o duelo.

“O Tybura é um lutador bem completo. Ele tem um chute de esquerda bom, coloca para baixo muito bem, joga bem por cima, é bem pesado… é um cara completo. Tem que ter todo cuidado, não posso subestimar o Tybura - e nem outro lutador. Não é um cara muito conhecido, mas é completamente perigoso. Luta no UFC, só perdeu uma vez no UFC, então tem que ter cuidado e lutar bem para seguir avançando na direção do meu grande objetivo no UFC, que é reconquistar o cinturão”, repetiu Fabrício, que explicou que o fato de ter ido para Sydney, na Austrália, com mais de 15 dias de antecedência faz parte da preparação para o combate.

“Eu vim antes pelo fato de já ter essa experiência nas duas vezes em que eu fui campeão, fui dois meses antes para o México e deu muito certo. É sempre bom ter um tempo para acostumar. A Austrália é muito longe, o fuso horário é muito grande, tem vários fatores, então preferi (vir antes). A gente sempre faz isso, na verdade. Venho um pouco antes, ajuda na adaptação, sentir a cidade, sentir o clima… para não ter nenhum problema depois. Já temos experiência de muitos anos, e a melhor foi no México. E vou te falar que eu achei a Austrália impressionante, é muito legal”, disse o peso pesado.

Pela primeira vez desde 2008, quando realizou sua primeira passagem pelo UFC, Werdum irá atuar três vezes em um espaço de apenas 12 meses. A mudança no plano de carreira se deve em especial a dois fatores: a idade já avançada e o desejo de reconquistar o cinturão que já foi seu um dia.

“Estou com 40 anos, tenho essa vontade de lutar mais vezes. Eu acho até melhor para emendar o camp, às vezes fico muito parado de uma luta para a outra, muito descanso, o que não é bom. Saí de férias com a minha família durante uma semana e foi ótimo, recuperou as energias. Depois já voltei a treinar normal com Cobrinha na parte do jiu-jítsu, com o (Renato) Babalu e o Mark Munoz na parte do wrestling, com o mestre Rafael Cordeiro na Kings MMA. Não mudou praticamente nada, apenas a estratégia (para a luta)”, garantiu Vai Cavalo, que descartou qualquer hipótese de aposentadoria em um futuro próximo.

“Não penso na aposentadoria. O mais importante é ter a cabeça boa, não acho que tenho 40 anos. Eu me sinto muito bem, nunca tive nenhuma lesão no corpo, a cabeça está ótima, o que é o mais importante, né? E é bastante importante ter essa combinação entre o corpo e a mente, então me sinto muito bem. Não penso se vou lutar mais três, quatro ou cinco anos, não sei te dizer exatamente. Vou estar lutando enquanto meu corpo responder bem. E é como eu falei antes, quero lutar a maior quantidade de vezes possível, pois é isso que eu gosto de fazer”, concluiu.

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