Vitor Belfort faz homenagem para irmã desaparecida: 'pior que a morte'

Priscila está desaparecida desde o dia 9 de janeiro de 2004

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Nesta quinta-feira, o ex-lutador Vitor Belfort publicou uma homenagem a sua irmã que completa 44 anos. Priscila Belfort está desaparecida desde o dia 9 de janeiro de 2004. Vitor relembrou a data e usou seu perfil no Instagram para comentar sua dor e de seus pais em ter de lidar com o desaparecimento que já dura 14 anos.

"Confesso que nunca imaginei que isso poderia acontecer, mas não vou perder meu tempo pois para quem fica esse assunto é pior que a morte. Pri, queria tanto que você tivesse aqui, queria poder te abraçar mais uma vez, te beijar mais uma vez, queria tanto que você conhecesse seus sobrinhos", escreveu Vitor.

O ex-lutador tem três filhos: Davi, Vitória e Kyara. No texto, ele revela que já contou inúmeras histórias sobre ela para o trio e que não tem sido nada fácil para os pais lidar com o sofrimento dessa situação. "Depois que você se foi a mãe e o pai envelheceram bastante, não dá nem pra imaginar a dor que eles sentem", comenta.

Priscila Belfort desapareceu misteriosamente aos 29 anos, após ter sido levada pela mãe, Jovita, para o Centro do Rio de Janeiro, onde mantinha um projeto social. Ela saiu para almoçar e nunca mais foi vista. "O tempo, como todos sabem, é um santo remédio, mas ao mesmo tempo para algumas circunstâncias, ele é a própria morte", analisa. 

Aos 41 anos, ele deixou o MMA em maio deste ano com um card contendo 26 vitórias e com dois cinturões do UFC, dos pesados e dos meio-pesados.

Leia o texto na íntegra:

"Pri, já se passaram 14 anos desde a última vez que nos vimos. Confesso que nunca imaginei que isso poderia acontecer, mas não vou perder meu tempo pois para quem fica esse assunto é pior que a morte. Pri, queria tanto que você tivesse aqui, queria poder te abraçar mais uma vez, te beijar mais uma vez, queria tanto que você conhecesse seus sobrinhos: Davi, Vitória e Kyara. Eles sempre perguntam de você. Já contei a eles todas as histórias possíveis e impossíveis que tivemos juntos. Pri, depois que você se foi a mãe e o pai envelheceram bastante, não dá nem pra imaginar a dor que eles sentem. Cada um expressa de uma forma. Confesso que enterrar um filho(a) é algo que não deveria acontecer nunca, e ter um filho(a) desaparecido deveria ser inadmissível.

O pai vai vir passar o Natal aqui com a gente, ele continua forte demais, mas ainda acha que é um garotão e sempre fala que pega mais peso que os jovens. Fala que dá 'canseira' nos garotões nas partidas de tênis, ou seja: continua daquele jeito!

A mãe ainda não tirou o passaporte nem visto, você sabe que ela sempre foi meio desorganizada, mas continua linda (mesmo não cuidando da saúde como deveria). Ela prometeu que agora vai começar a se cuidar pois tem 'lindos' motivos: um deles é ver os netos crescerem e ser uma bisa, ela é forte demais.

Não posso esquecer que agora a mãe e a tia Cássia moram juntas, e tia Cássia continua linda e uma super executiva (ela morre de saudades de você).

Me lembro que seu quarto era todo organizado e você sempre foi a certinha, do contrário, eu era muito desorganizado e bem bagunceiro, bem parecido com a mamãe!

Querida irmã, ao escrever isso lembro do cuidado que você tinha comigo, sempre preocupada comigo e querendo me agradar.

Se pudesse voltar no tempo, confesso que queria poder te dar meu último abração e o último beijo.

O tempo, como todos sabem, é um santo remédio, mas ao mesmo tempo para algumas circunstâncias, ele é a própria morte. Conselho: 'Faça o tempo trabalhar em seu favor, não deixe o tempo te matar'.

Creio que o desaparecimento é um eterno enterro até que o caso seja solucionado. Muitas famílias sofrem com isso, e só eles sabem o quanto isso é doloroso."

 

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