Boxeador fala sobre morte de adversário: 'eu sabia no ringue'

Adam Braidwood diz que tentou reanimar Tim Hague e pediu atenção para a família de pugilista

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O boxeador canadense Adam Braidwood falou pela primeira vez sobre a morte do adversário, o ex-UFC Tim Hague, após uma luta entre os dois, em Edmonton, no Canadá. Emocionado, Braidwood se defendeu das críticas e disse que "já temia pelo pior" ainda no ringue, após o adversário ter caído desacordado. Ele afirmou que tentou reanimar Hague e pediu atenção para a família dele, em especial o filho.

“Não é uma coisa boa para ninguém estar envolvido nisso. Eu quero manter apenas o foco em Tim e em sua família, especialmente o filho. Eles são as verdadeiras vítimas aqui. Desejo a eles o melhor”, disse Braidwood, em entrevista ao canal CTV News.

Após ser nocauteado - e depois de ter sido golpeado com força e ter ido ao chão por pelo menos quatro vezes, provocando a abertura de contagem - o árbitro permitiu a continuidade da luta. Hague ainda deixou o ringue andando, amparado pela sua equipe, mas logo depois foi levado a um hospital, onde morreu dois dias depois. 

"Eu sabia, cara. Eu sabia no ringue. Apenas vi o jeito que ele caiu. Eu esperei de joelhos pelo Tim se mexer após a minha estúpida e pequena celebração. Tim queria continuar lutando, é o que fazemos. Ele teria feito o mesmo comigo. Não é culpa de ninguém”, falou o boxeador.

Braidwood ainda afirmou que o árbitro do combate, apontado por alguns portais como um dos responsáveis pela morte por ter permitido a continuidade do combate, não tem culpa de nada. "O árbitro perguntou. Se você está consciente e ainda está em si… Eu vi o vídeo. Tim estava ali. E ele disse que queria continuar lutando, então foi o que aconteceu. Essa é a verdade".

Assista ao vídeo da luta:

 

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