Cyborg volta a discutir com Dana White: 'Quer manchar minha imagem'

Atleta disparou críticas contra presidente do UFC, após mandatário afirmar que brasileira recusou revanche contra Amanda Nunes

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A relação entre o UFC e Cris Cyborg voltou a balançar nos últimos dias. A brasileira teceu críticas a Dana White mandatário da organização após presidente afirmar que brasileira recusou enfrentar Amanda Nunes em uma revanche pelo título das penas (até 65,7kg.). A ex-campeã falou sobre o assunto em entrevista recente ao programa ‘Ariel Helwani's MMA Show’. Cris tem apenas mais uma luta em seu contrato com a organização.

“Ele sabe que eu mandei mensagem para ele no dia seguinte à luta. Depois da coletiva, eu disse que queria a revanche. Ele está tentando manchar minha imagem, dizendo que estou com medo de lutar”, afirmou a atleta.

Cyborg foi derrotada por Amanda Nunes após a compatriota chocar o mundo e aplicar um nocaute devastador na ex-campeã com apenas 51 segundos de combate, em dezembro do ano passado, no UFC 232. Após o combate, uma revanche foi cogitada, no entanto, Cris manifestou o desejo de voltar à antiga divisão para defender seu cinturão contra Holly Holm.

Após as declarações do ‘chefão’ do UFC sobre a brasileira, ocorridas no último sábado (8), em coletiva após o UFC 238, a curitibana relatou que White mentiu em suas afirmações e ainda disparou duras críticas ao presidente da companhia.

“Ele é aquele cara que disse que eu pareço o Wanderlei Silva de saia, que riu quando o Joe Rogan disse que tenho um pênis. É esse tipo de cara. Ele vai para a rede dizer que estou com medo para manchar a minha imagem. As pessoas que me seguem, sabem quem sou. Não tenho medo de ninguém. Elas sabem que eu queria a revanche, sabem que não aconteceu porque ele negou”, disse Cyborg.

Cris já teve seu último compromisso agendado no fim de maio. A brasileira enfrentará a canadense Felícia Spencer, ex-campeã do Invicta FC na luta co-principal do UFC 240, em julho, no Canadá. Sobre uma possível renovação de seu compromisso com a organização, Cyborg afirmou que está aberta para conversas, mas não descartou migrar para outra companhia.

“Ouço o UFC dizendo que não tenho valor. Que as pessoas do Brasil não querem saber de mim. Depois dessa luta (contra Spencer), tenho que esperar um pouco e quero encontrar outros promotores. Quero ver o valor que eu tenho.  Por que não?”, questionou Cyborg.

A curitibana realizou seu primeiro combate pelo UFC em 2016, após um logo período de negociações. A dificuldade em encontrar adversárias à altura de Cyborg sempre foi uma dificuldade para a companhia, por conta da categoria e extrema competência da atleta no MMA. Após ter sido derrotada por Nunes e perder o cinturão, Cyborg, então, acabou perdendo espaço para os promotores.

Atualmente, Cris tem 33 anos e soma em seu cartel profissional 23 lutas, com 20 vitórias, duas derrotas e um combate sem resultado.

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