Jones minimiza fama de trapaceiro por doping: ‘eu sou bom para c***’

Flagrado em dois exames antidoping nos últimos dois anos, Jones garantiu que tudo não passou de ‘acidentes’

 J. Jones não luta desde julho de 2017. Foto: Reprodução/Instagram @jonnybones

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Considerado por muitos como o melhor lutador de MMA de todos os tempos, Jon Jones terá que conviver eternamente com algumas manchas em sua carreira. Flagrado em duas oportunidades em exames antidoping, em julho de 2016 e agosto de 2017, o ex-campeão dos meio-pesados, está agendado para enfrentar Alexander Gutafsson no UFC 232.

O lutador que recebeu 15 meses de suspensão vai subir no octógono no dia 29 de dezembro, em Las Vegas, aproveitou para se defender das acusações de ser trapaceiro e afirmou que tudo não passou de pequenos acidentes, o que não diminui em nada seus feitos conquistados.

"Na situação do estimulante sexual, ficou provado que foi um erro. Quem toma essas pílulas esperando lutar melhor? Ninguém. Nós descobrimos a companhia, encontramos as pílulas exatas, pedimos as pílulas e elas voltaram com coisas que não deveriam estar lá. Era uma quantidade tão pequena que não ia fazer você lutar melhor ou ficar mais forte", explicou em entrevista a um programa chamado JW Raw.

"Na segunda situação, descobrimos que a USADA disse: 'A quantidade de esteroides que nós encontramos em seu corpo, Jon, foi como jogar uma pitada de sal em uma piscina olímpica'. Foi tão pequena que é muito óbvio que foi um acidente. É muito claro que não ajudou a nocautear Daniel Cormier (...) Em ambas as situações ficou provado cientificamente que as quantidades (de substâncias ilegais) foram tão pequenas que não era possível afetar minha performance de modo positivo ou negativo", comenta.

"Para todos que estão dizendo: "Bem, ele deve ter trapaceado", ok. Depois de tudo que acabei de dizer, se você quiser me chamar de trapaceiro, então você só não quer admitir que eu sou bom para c*** nisso”, desabafou.

Jon Jones

Essa é a segunda vez em pouco mais de um ano que Jones testa positivo para exames antidoping realizado pela USADA. Em julho de 2016, faltando apenas dois dias para enfrentar Cormier no UFC 200, ele foi flagrado por uso de hidroxiclomifeno e Letrozole, dois bloqueadores de estrogênio. Como punição, recebeu 12 meses de suspensão.

Jones confessou ser viciado em cocaína e chegou a ser preso por atropelar uma gestante e fugir do local por estar efeito de drogas. Na ocasião, o UFC retirou seu cinturão e o suspendeu até que o caso fosse julgado e ele fosse condenado a liberdade condicional e cumprir serviços obrigatórios. O presidente do UFC, Dana White, chegou a revelar, ao reintegrar o lutador ao plantel de atletas, que aquela seria sua última chance.

Aos 30 anos, Jon Jones tem um cartel profissional de 22 vitórias e apenas uma derrota, em uma contestadíssima desclassificação por uma cotovelada ilegal. Ex-líder do ranking peso por peso do UFC, ele é o mais jovem campeão da história da organização e considerado por muitos o maior lutador de todos os tempos. Porém, problemas fora das competições atrapalham a carreira do atleta.

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