Lutador vê preconceito no UFC: 'Não me promovem pois sou nigeriano'

Kamaru Usman acredita ser tratado de forma diferente de outros atletas

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Invicto no UFC e vindo de nocaute brutal sobre Serginho Moraes, Kamaru Usman fez sérias acusações contra o Ultimate. O campeão do TUF 21, que é nigeriano, disse que a organização não o promove por conta de sua nacionalidade. Ele justificou a análise, dizendo que tem boas vitórias no currículo, um estilo excitante de lutar e "não é feio".

Porém, Usman não acredita em racismo por parte do UFC. Segundo o meio-médio, o Ultimate não acredita que valha a pena apoiá-lo pois o mercado africano ainda não foi explorado pela companhia. "Eu já estava preparado para isso. Não sei se eles pensam: 'Ele é da Nigéria e nós ainda não entramos naquele mercado. Como não temos contrato com a TV e não vamos vender muitas lutas lá, qual seria o motivo para promover um cara daquela parte da África?' Prefiro acreditar que essa é a razão. Não consigo pensar em nada diferente disso. Ninguém pode dizer que não tenho qualidade ou confiança, porque eu tenho. Não sou o cara mais feio do mundo. Não é por isso que não sou 'vendável'. Não existe nenhuma outra razão para não me promoverem, a não ser por eu ser africano e eles ainda não terem entrado no mercado de  lá", comentou o lutador, em entrevista ao programa The MMA Hour.

Após o nocaute sobre Serginho, Usman pediu uma luta contra o ex-campeão peso leve Rafael Dos Anjos, que vem de duas vitórias desde que subiu para a categoria meio-médio.

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