Mundial de luta medieval levará mais de 500 guerreiros a palácio na Escócia

Em maio deste ano o Palácio de Scone recebe a Batalha das Nações

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Já pensou em viajar até a Idade Média por meio de uma luta? Isso mesmo, você não precisa mais ver os duelos medievais só por filmes ou séries! Esqueça o MMA, o judô e o muay thai. O HMB (Historical Medieval Battle) é o esporte medieval da atualidade. Em maio, inclusive, acontece o Campeonato Mundial da modalidade: a Batalha das Nações

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O evento estreou em 2009, com quatro países na disputa, e cresceu rapidamente ano a ano. A edição de 2018 já conta com mais de 500 guerreiros competindo. O local não poderia ser mais emblemático: o Palácio de Scone, patrimônio histórico que já recebeu diversas coroações de reis escoceses. São esperados cerca de 25 mil espectadores assistindo ao Mundial. 

Assista abaixo a final de equipes entre Rússia e Ucrânia da edição de 2017: 

A competição de quatro dias contará com batalhas medievais de contato total, duelo, lutas em equipe e arco e flecha. As armaduras de aço usadas chegam a 40 quilos. As regras da Associação Internacional de Combate Histórico Medieval pedem que tanto as armaduras quanto as armas devem datar entre os séculos XIII e XVII, ter uma referência histórica regional e não ter cortes.

 

Os golpes podem ser direcionados em quase todo o corpo, mas algumas partes são proibidas: os pés, articulações, nuca e a cervical. Importante relembrar que não é um duelo encenado, portanto são arbitrados pelos Marshal's (árbritos) que têm treinamentos especiais e experiências de combate. Entre os ferimentos mais comuns estão a perda de dentes e dedos quebrados. 

Um evento de degustação foi realizado no Scone Palace no verão passado, apresentando alguns momentos genuinamente sangrentos. Um concorrente lesionado teve que ser retirado por paramédicos, enquanto outro precisou de tratamento para uma lesão facial.

Vence quem fizer mais pontos. Acertar a cabeça do oponente, por exemplo, é o golpe que coloca em jogo a maior pontuação. No entanto, as manobras só valem se forem bem executadas, sem defesa e em cheio. Golpes no escudo, na espada e de raspão não contam pontos.

 

No Brasil

O esporte se iniciou em Minas Gerais, com o Torneio Anno Domini. Sete grupos praticam o Combate Medieval Histórico no país. São cerca de 30 atletas. Em maio de 2017 o Brasil integrou a lista das 39 nações que participam do Mundial. Filipe Canabrava é o nosso capitão. Ele é integrante da Sociedade da Rosa de Ferro, uma academia de luta medieval, que recria os combates, a gastronomia e o vestuário do século 14. 

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