Técnico quer Ronda Rousey de volta ao UFC para enfrentar Cris Cyborg

Edmond Tarverdyan acredita que ex-campeã é capaz de parar a brasileira, que seria 'muito lenta', segundo ele

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A ex-campeã peso-galo do Ultimate Ronda Rousey não luta desde o fim do ano passado, quando foi nocauteada em 48 segundos por Amanda Nunes no UFC 207. Desde então, ela não se pronunciou sobre o revés, nem sobre seu futuro no MMA, mas o presidente da companhia, Dana White, aposta que ela irá se aposentar. Porém, o técnico da norte-americana quer uma luta de despedida para sua pupila: contra Cris Cyborg.

Em entrevista ao programa The MMA Hour, Edmond Tarverdyan garante que Rousey seria capaz de vencer a brasileira, recém-coroada como campeã peso pena do UFC. O treinador diz que Cyborg é muito lenta para Ronda.

“Essa é a luta que eu queria para Ronda. Eu quero ver isso. Quando treinei Ronda, sabia que ela podia vencer Cyborg. Eu sei disso. Ela é muito lenta”, comentou Tarverdyan, completando que a norte-americana teria motivação para vencer a brasileira, pela rivalidade entre as duas nos últimos anos.

“Não sei. Vamos viver e ver o que vai acontecer. Se tudo estivesse certo e não houvesse nenhuma lesão, nós pegaríamos essa luta e eu digo agora que ela é muito lenta para nós. Ronda venceria. Ela precisa de um desafio, precisa pensar em sua adversária como uma inimiga, como ela não é uma boa pessoa. Ela não teve isso com Holly Holm e foi Holm que quis ser agressiva com Ronda antes. Mas contra Cyborg seria diferente. Ronda não gosta dela, acredita que ela usou esteroides e que machucou meninas desnecessariamente por causa disso”, disse.

Mesmo assim, o retorno de Ronda Rousey permanece um enigma. Tarverdyan não é tão pessimista quanto Dana White, mas admite que as chances de sua pupila voltar a lutar são de “50%”.

“Vai ser uma decisão só dela, se ela volta ou não. Mais uma luta? Não sei. Eu falei com ela. Não sei se ela vai voltar. Talvez uma luta. Se ela puder mesmo. Se o corpo dela lhe der mais uma luta e ela quer mesmo, mentalmente, lutar, então talvez aconteça. Diria que há uma chance de 50% agora”, encerrou.

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