#FeranoSertões #5 - Piloto faz 'gracinha' e é repreendido por policial

Representante do carro 327 quase atropelou um policial que trabalhava no apoio

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Dia de luxo no Rally dos Sertões. Nesta quarta-feira, por algumas horas eu até esqueci que estava no meio da competição. Tudo isso porque a minha missão do dia foi acompanhar um dos carros de apoio da X Rally Team, atual campeã entre os carros e que caminha a passos largos para o segundo título consecutivo com Cristian Baumgart e Beco Andreotti.

Por volta das 8 horas da manhã, cheguei aos boxes da equipe em Aruanã, no estado de Goiás. Lá, mesmo que a maioria do pessoal estivesse correndo e se preparando para sair para Barra do Garças, em Mato Grosso, ainda me foi servido um café da manhã antes que partíssemos ao local de chegada do trecho especial.

Quando partimos, eu pude conhecer mecânicos da África do Sul, que vieram ao Brasil especialmente para o rali acompanhar de perto o desempenho da Ford Ranger comandada por Cristian e Beco e colher dados e informações para melhorar ainda mais o veículo produzido em solo africano.

Quando chegamos ao local, não demorou para que os competidores terminassem a prova. Na equipe X Rally Team, eram seis carros em disputa e todos eles completaram a prova sem maiores problemas. Os competidores foram hidratados e partiram para Barra do Garças. Quando nos preparávamos para vir embora, uma situação um pouco constrangedora chamou minha atenção.

O carro número 327, pilotado por Jorge Wagenfuhr Junior, terminou a prova, mas parece que piloto e navegador não perceberam, visto a velocidade em que avançaram para o local destinado ao apoio. O veículo, inclusive, entrou na área de estrada sem sequer parar para ver se algum outro carro poderia cruzar naquele instante. Para piorar, com esse movimento brusco o carro passou bem perto de um policial, que trabalhava para dar um maior suporte aos competidores. 

Passado o susto e a poeira que o carro levantou, o rapaz, da Polícia Federal Rodoviária, decidiu entrar em ação e começou a perguntar para as equipes de apoio quem era o piloto em questão. Depois que descobriu que era o carro 327, questionei-lhe sobre qual atitude tomaria. Ele me disse que, de início, entraria em contato com a organização da prova para relatar o que tinha ocorrido e que gostaria de bater um papo para enterder o porque daquela atitude. Então, perguntei se Teta, como é conhecido pelos companheiros de rali, poderia ser penalizado por alguma infração de trânsito e ele disse que sim, que o piloto colocou a vida de pessoas em risco, mas que ainda "estava pensando no caso" se tomaria tal atitude.

De volta à equipe X Rally Team, chegamos em Barra do Garças e me deparei com algo quase inédito dentro do Sertões: uma cidade em que funciona o 4G do celular e que, dentro da sala de imprensa, a internet é muito boa, algo a ser comemorado por quem trabalha na área. Até por isso, consegui terminar meu trabalho um pouco mais cedo e vou aproveitar meu tempo livre para conhecer a cidade. Nesta quinta, teremos o maior deslocamento do rali para chegamos a Coxim, no Mato Grosso do Sul. Faltam só três etapas!

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