Judoca Rafaela Silva, ouro no Rio, critica novas regras do esporte

Segundo a brasileira, agora haverá atletas que entrarão em lutas para anular o jogo do adversário

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Medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio, a judoca brasileira Rafaela Silva detonou as novas regras da modalidade, anunciadas no início deste ano pela Federação Internacional de Judô (IFJ). "Essa mudança de regra também é complicada. Agora tem gente que entra para luta para anular seu jogo, não para ganhar. Tem bastante coisa injusta", afirmou a judoca ao Globoesporte.com.

Nesta quinta-feira, a atleta participou de uma reunião de atletas e confederações no Comitê Olímpico do Brasil (COB) e criticou as novas regras do judô. Pelas mudanças, o fim do Yuko, deixando apenas dois tipos de pontuações (Waza-ari e Ippon), a acumulação de Waza-aris (antes, dois já acabavam a luta) e o fato de apenas três punições já definirem a luta (antes, quatro eliminavam o atleta).

"Agora, três punições acaba a luta. Tem atleta forte fisicamente, que não consegue te derrubar, mas ai ele segura sua mão, leva uma punição. Te empurra pra fora do tatame, outra punição. Abaixa a cabeça do atleta, outra punição. Pronto. Perdeu a luta", avaliou Rafaela.

Desde a medalha de ouro conquistada no Rio, Rafaela Silva fez três competições internacionais, com uma medalha de prata (GP de Tibilisi), um quinto lugar (Grand Slam de Paris) e uma eliminação na primeira luta (Pan-Americano). 

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